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Designer Fabio Melo faz lançamento na Casa Di Lucio



As raízes do interior de Pernambuco e a cultura vernacular são as grandes inspirações de Fabio Melo. O designer e artista plástico busca nas vivências da infância, em Caruaru, e nos objetos da tradicional feira da região, elementos que dão corpo a peças autorais. Referências do sertão nordestino e o resgate da estética do cangaço e do Movimento Armorial - surgido na década de 70 com o escritor Ariano Suassuna -, permeiam as criações. Ele agendou lançamento da coleção Sertão e apresentação de outras coleções, às 19h30 desta sexta-feira (15), na Casa Di Lucio, no Alto do Moura, em Caruaru, aberto ao público.


“O popular me seduz pela riqueza de detalhes, pela carga de cultura que seus criadores apresentam em sua ‘criatura’, as cores, a história e as estórias. Ligo as minhas memórias, o comportamento do meu povo e os objetos de suas próprias origens, o amor à terra, o trabalho manual, para formar uma iconografia, uma biblioteca onde o simples carregado de emoção pode ser traduzido no cultural, no contemporâneo de raiz”, conta o pernambucano.


“Em contrapartida, minha alma é dividida entre o armorial e o escandinavo, com seus desenhos minimalistas e funcionais”, complementa. Mestre Vitalino, Mestre Eudócio, Mestre Galdino, Expedito Seleiro, e demais artistas populares que transitam ente o simples e o criativo, o autoral e o imaginário, a caatinga e o sertão, são grandes referências para Fabio. Além deles, Ariano Suassuna e Francisco Brennand - professores do designer na universidade -, e J. Borges também compuseram o ‘DNA’ do artista.


Mas também nomes internacionais como Michelangelo, com “A Criação de Adão”, Chanel com seu tailleur e o neoimpressionista Basquiat complementam o universo inventivo do profissional. Formado em Desenho Industrial pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), é um apaixonado por cadeiras, objetos e rótulos desde a infância. Estudou Arte e Desenho Publicitário no Atelier Blaise Rossetti, em Paris, e conduziu uma agência de design e publicidade em Recife por anos. Mas foi em Goiânia, onde vive atualmente, que decidiu dedicar-se efetivamente ao design de produto. Lançou a primeira coleção assinada a partir de um convite da Zanatta Casa, consagrada marca de Faiança Brasileira, localizada em Quintana, interior de São Paulo.


Denominada “Turbulência”, são 12 peças que misturam materiais como barro, acrílico, madeira, ferro, fibra, pena de galo desidratada e até peças de Lego em cerâmica. Fabio Melo desenvolve linha de mobiliário durante a pandemia SERTÃO nasce a partir da reclusão física do designer Reconhecido por sua estética brasileira nordestina que permeia suas criações, o designer Fabio Melo, após mais de cem dias recluso em sua residência em Goiânia, deu asas à imaginação – essa sim estava livre – e desenvolveu uma linha de mobiliário a qual denominou SERTÃO.


Composta por cadeiras, balanços, oratório, a linha apresenta peças produzidas com matériasprimas de altíssima qualidade como madeira e couro e possuem acabamento ‘handmade”. Uma varanda com um cobogó preto cujas formas ora pareciam uma prisão com seus traçados horizontais e verticais, mas que outrora traziam esperança ao enxergar o verde das plantas, possíveis de serem vistas através dos nichos vazios dessa parede, foi a combinação perfeita para o gatilho do ‘ócio criativo’, como ele mesmo sentiu e afirmou. “Minha cabeça estava livre para pensar, para criar e até mesmo para voar na fé do meu povo, na fé do ‘Padim Padi Ciço’, lá do Cariri, lá no meu Sertão. Que bobagem pensar que estava recluso. E estaria se eu não tivesse uma cabeça pra pensar, e a minha ‘avoa’”, pontua Fabio.


Todas as peças podem ser adquiridas sob encomenda, no perfil do designer @fabiomelodesign Sobre o designer Colecionador de design e arte, Fabio também é formado em gastronomia, reside em um sítio em Senador Canedo, a 15 km de Goiânia, e tem como locais preferidos a sala, a cozinha e o atelier, palcos de suas produções. “Vejo arte, design, arquitetura, gastronomia como uma só arte. Tudo gira para tornar agradável o ambiente e passar alguma mensagem, seja de bem estar, seja pra pensar, seja pra sentar. Dessa forma, um objeto pode ser visto com uma pintura para os olhos, assim como uma instalação artística pode ser vista como design, como arquitetura. É só ter alma. Se não for assim, teremos uma ‘casa que não tinha parede. Ninguém podia dormir na rede, porque penico não tinha ali...”


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