Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (RN) apresenta Rossi na capital pernambucana

A dança contemporânea potiguar desembarca em Recife para celebrar um dos maiores símbolos da cultura musical pernambucana. A Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão (CDTAM), do Rio Grande do Norte, foi convidada para abrir a programação do Festival Cena Cumplicidades 2026 com o espetáculo “Rossi”, no dia 17 de setembro (quinta-feira), às 20h, no Teatro de Santa Isabel.
Inspirado na obra e na atmosfera musical de Reginaldo Rossi, o Rei do Brega, o espetáculo propõe um encontro entre a dança contemporânea e a cultura popular nordestina, transformando em movimento as sonoridades, emoções, memórias e narrativas presentes no universo musical do artista pernambucano.
A apresentação na capital oficial do brega brasileiro ganha ainda um significado especial pela presença da Escola de Frevo do Recife, que comemora 30 anos, em uma participação especial na montagem. O encontro entre a linguagem contemporânea da CDTAM e uma das mais tradicionais expressões da cultura pernambucana amplia o diálogo proposto pelo espetáculo, entre diferentes formas de criação e identidade nordestina.
“Rossi” tem concepção, coreografia e direção do artista pernambucano Sérgio Galdino, que construiu sua relação com a obra de Reginaldo Rossi desde a infância. Criado no bairro de Água Fria, em Recife, o coreógrafo teve contato com a cultura popular ainda criança e leva para a criação referências afetivas de sua formação. “É um espetáculo em homenagem à trajetória do Rei do Brega e também baseado nas minhas memórias. Comecei a trabalhar na feira aos quatro anos de idade e me lembro de ouvir essa sofrência, esse brega, tocando o tempo inteiro nas bancas e nos carros de som. Cresci escutando essa musicalidade”, conta Galdino.
Para a diretora artística da CDTAM, Wanie Rose, levar “Rossi” para Recife representa também a oportunidade de aproximar duas linguagens que fazem parte da identidade cultural nordestina. “É muito interessante unir a dança contemporânea a essa cultura tão rica que é o brega. No palco, os bailarinos e as bailarinas interpretam esse encontro entre o universo do brega e a linguagem contemporânea, trazendo para a cena as emoções e as memórias que essas músicas despertam”, destaca.
Sob direção artística de Wanie Rose, a companhia desenvolve um trabalho voltado à produção e difusão da dança contemporânea com identidade nordestina, valorizando elementos da cultura popular e construindo uma linguagem corporal própria, marcada por temas sociais, culturais e afetivos ligados ao Nordeste.
Em suas criações, aproxima a dança contemporânea das manifestações populares nordestinas, trabalhando temas como ancestralidade, território e identidade cultural. Em fevereiro deste ano, assinou “Atômico”, espetáculo criado para a São Paulo Companhia de Dança e inspirado no movimento Manguebeat e nas músicas de Chico Science.
Com “Rossi”, Galdino retorna simbolicamente às referências que marcaram sua formação, agora por meio de uma companhia potiguar e no palco de um dos mais importantes teatros históricos do Recife.
Ficha técnica:
Direção Artística: Wanie Rose
Concepção, coreografia e Direção: Sérgio Galdino
Ensaiadora: Júlia Vasques
Design de Luz: Ronaldo Costa
Operação de Luz: Janielson Silva
Figurino: João Marcelino
Confecção de figurinos: Diana Martins
Trilha Musical: Ruan Levy
Cenografia: Sérgio Galdino
Cenotecnia: Janielson Silva
Bailarinos: Ana Ohjuara, André Rosa, Beatriz Coutinho, Cristopher Ribeiro, Júlia Vasques, Juliana Luz, Margoth Lima, Rachel Góes e Wilson Macário.
Realização: Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria de Estado da Cultura, Fundação José Augusto, Teatro Alberto Maranhão e Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM).





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