Baterias Moura é finalista do Prêmio Nacional de Inovação com projeto de economia circular
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Baterias Moura, líder na fabricação e reciclagem de baterias automotivas no Brasil, está entre as três finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI) na categoria Recursos Renováveis Grande Empresa. A empresa divide a disputa com Natura e Vale, concorrendo com uma iniciativa que une quatro décadas de logística reversa a um dos projetos industriais mais ambiciosos já realizados no Nordeste, o Programa Ambiental Moura (PAM) e a Unidade de Reciclagem e Metais, respectivamente.
O anúncio dos vencedores acontece no dia 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC Events Center, em São Paulo. Ao todo, 59 finalistas de 17 estados foram selecionados entre empresas, ecossistemas e pesquisadores. O PNI é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, com correalização do SESI, SENAI, IEL e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Nesta edição, a metodologia foi reformulada para avaliar projetos pela efetividade no mercado, com foco em resultados mensuráveis e impacto positivo na sociedade.
Referência internacional - O que credencia a Moura a figurar entre gigantes do setor é a maturidade de um ecossistema de economia circular construído desde os anos 1980, quando a empresa criou o PAM, pioneiro na logística reversa de baterias de chumbo-ácido no Brasil, muito antes de o conceito de circularidade ganhar relevância global. Hoje, o programa garante a destinação ambientalmente correta de 100% das baterias Moura comercializadas no mercado nacional, por meio de uma rede de 55 mil revendas, mais de 90 distribuidores exclusivos e transportadoras próprias que cobrem todo o território brasileiro.
A evolução natural desse modelo culminou, em junho de 2025, na inauguração da Unidade de Reciclagem e Metais, em Belo Jardim (PE), o maior investimento da história do Grupo Moura, no valor de R$ 850 milhões. A planta é a primeira do Brasil a operar sob padrões da Indústria 4.0 aplicados à reciclagem de baterias, com monitoramento ambiental em tempo real, inteligência digital em cada etapa do processo e matriz energética 100% renovável, em parceria com a Casa dos Ventos.
Com capacidade para reciclar 200 mil toneladas de chumbo por ano e reaproveitar 40 milhões de litros de água pluvial, a unidade dobrou a capacidade instalada da companhia e consolidou a Moura como responsável por cerca de 40% de todas as baterias recicladas no País, segundo o Instituto Brasileiro de Energia Reciclável (IBER).
O impacto ultrapassa a operação industrial. O modelo de circularidade da Moura tornou-se referência em fóruns internacionais como o Battery Council International (BCI) e a International Lead Association (ILA), além de ser reconhecido pelo Banco do Nordeste como um dos projetos mais inovadores da região, integrando o Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). Todo o sistema de Economia Circular da Moura é certificado pelos padrões ISO 9001, 14001, 45001 e IATF 16949. Nenhum outro player do setor de baterias no Brasil opera com um ecossistema tão completo, monitorado e rastreável.
A indicação ao PNI confirma a tese que orienta o Grupo Moura, de que sustentabilidade é eixo estratégico do negócio. Ao transformar o que era passivo ambiental em vantagem competitiva, a empresa demonstra que é possível crescer, inovar e liderar sem esgotar os recursos do planeta, colocando o Nordeste do Brasil no centro dessa transformação.
Sobre o Grupo Moura - O Grupo Moura é o maior conglomerado de tecnologias em acumulação e armazenamento de energia da América do Sul. São cerca de 11 milhões de baterias produzidas anualmente e mais de 3.000 modelos de produtos. A Moura desenvolve soluções para diversas aplicações da sociedade: carros e motos que transportam gente; caminhões e empilhadeiras; backup de energia para caixas eletrônicos, sistemas fotovoltaicos, circuitos de segurança, data centers, aparelhos hospitalares e antenas de telefonia; além de baterias para locomotivas e barcos.
Em suas iniciativas de inovação, desenvolveu o primeiro sistema de armazenamento de energia nacional, o Moura BESS. Graças à sua expertise no segmento de lítio, a empresa integra os principais projetos para eletromobilidade do transporte de cargas e urbana, em veículos leves e pesados. Além de ter lançado no mercado uma bicicleta elétrica, a Ella, como impulso à evolução da mobilidade sustentável no Brasil.
A organização tem oito plantas industriais — seis localizadas em Belo Jardim (PE), além de uma em Itapetininga (SP) e uma na cidade de Pilar, na Argentina —, além de um centro técnico e logístico de tecnologia avançada, compondo uma estrutura que emprega mais de 7 mil pessoas.
Foto: Divulgação





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